A nacionalidade vem primeiro, e não se negocia
O E-2 existe apenas para nacionais de países que mantêm tratado qualificado com os Estados Unidos. Nenhum volume de capital substitui isso, e a lista é mantida pelo Department of State, não pelo USCIS.
O Brasil não está nessa lista. Isso importa aqui porque é a decepção mais comum nesta categoria entre as pessoas que nos escrevem: negócio viável, capital suficiente, e nenhum tratado. Algumas pessoas chegam ao E-2 por uma segunda nacionalidade; isso é pergunta para o advogado, e precisa ser nacionalidade de verdade, não residência.
Substancial não tem número, e marginal tem definição
Não existe investimento mínimo no regulamento. Substancial é proporcional: pesa-se o valor contra o custo total de comprar ou criar o empreendimento, de modo que um negócio mais barato exige proporcionalmente uma fatia maior do próprio custo. O dinheiro também precisa estar em risco e irrevogavelmente comprometido — recurso parado em conta não é investimento.
A marginalidade é onde casos bons fracassam. O 8 CFR 214.2(e)(15) chama de marginal o empreendimento sem capacidade presente ou futura de gerar mais do que o sustento mínimo do investidor e da família. Um negócio novo pode se apoiar em alcançar essa capacidade em cinco anos, o que significa que as projeções são prova e serão lidas como prova.
A limitação honesta
O E-2 renova indefinidamente, o que soa como permanência e não é. É status de não imigrante: não traz caminho para green card, as renovações dependem de o negócio continuar qualificado, e o status acaba se o negócio acabar.
Quem quer as duas coisas costuma precisar de dois planos em paralelo — o E-2 para estar e operar, e uma via permanente separada, por mérito próprio. Qual via permanente, se alguma, cabe numa trajetória é exatamente o que a avaliação gratuita lê.